Harmonização Orofacial na Odontologia: ainda há polêmica com os médicos?

Há 3 anos, a medicina era contra a Harmonização Orofacial na Odontologia. Atualmente, isso já não tem mais peso. Quer entender a polêmica? Leia este artigo!
harmonização orofacial

Desde 2019, a Harmonização Orofacial é reconhecida como uma das especialidades na odontologia, respaldada pela Resolução CFO Nº 198/2019 e, também, pela lei Lei 5.081/66, que regulamenta a Odontologia no Brasil. Isso porque a categoria tem os conhecimentos teóricos e práticos suficientemente necessários para trabalhar com o procedimento estético.

Resumidamente, a Harmonização Orofacial nada mais é do que a realização de procedimentos estéticos com a aplicação de preenchedores e toxina botulínica – substâncias de uso autorizadas para o cirurgião-dentista através da Resolução CFO N° 176/2016 –  que, estrategicamente, visam a harmonização entre o rosto e o sorriso, de forma a trazer equilíbrio ao rosto por completo. 

É nítido que o procedimento estético tem tudo a ver com os cirurgiões-dentistas e seu propósito de profissão, além de ser respaldado pelo seu Conselho. Mas então por que o Conselho Federal de Medicina (CFM) criou tantas polêmicas envolvendo legislações e ética para que os dentistas não atuassem nessa área? 

Vamos começar a explicar a história a partir desse ponto. Continue lendo!

Os médicos são contra a Harmonização Orofacial na Odontologia?

Assim que os cirurgiões-dentistas foram habilitados a trabalhar com Harmonização Orofacial, em 2019, o Conselho Federal de Medicina foi à justiça a fim de conseguirem o direito exclusivo de realizarem o procedimento estético.

Entre os argumentos apresentados, a classe apontou que para realizar Harmonização Orofacial eram necessários conhecimentos específicos que apenas os médicos possuíam, além de apontarem riscos de complicações clínicas.

Entretanto, esses apontamentos caíram por terra, uma vez que tal procedimento estético realizado afetam a cavidade bucal, musculatura e tecidos da face, justamente as áreas que os dentistas têm pleno conhecimento e grande bagagem acerca da anatomia facial e dental, que impactam no equilíbrio estético e funcional.

Dessa forma, as queixas e polêmicas vindas da medicina foram cessadas, uma vez que não há o que levantar sendo que a legislação e as resoluções respaldam a capacitação e atuação dos profissionais da odontologia na área.

Alguns burburinhos acontecem aqui ou ali, mas a Harmonização Orofacial não deixa de fazer parte do rol de especialidades oferecidas pelos dentistas.

Especialização e Capacitação

A carga horária mínima para configurar especialização em Harmonização Orofacial é de 500 horas, segundo a resolução que regulamenta a categoria no procedimento. Os cirurgiões-dentistas possuem um conhecimento prévio adquirido na graduação, como sabemos. 

Porém, ao se especializar, o profissional da odontologia tem a chance de fazer uma imersão nas raízes do procedimento estético, nos métodos e técnicas acerca da Harmonização Orofacial.

Após ser especialista, o cirurgião-dentista poderá atuar com mais segurança, uma vez que as aulas práticas são obrigatórias, segundo a resolução CFO 198/2019. Além disso, o profissional vai compreender de forma mais completa as recomendações e contraindicações que preservarão o bem-estar e a saúde do paciente. 

Odontologia: ética e humanização com os pacientes e os tratamentos

Sempre que um paciente procura um dentista, ele não quer apenas tratar sua saúde bucal ou buscar uma resposta para um problema, é além disso. Ele busca elevar sua autoestima e ficar contente esteticamente com ele mesmo.

Sabendo que todos somos belos por natureza, com nossos traços e características oriundas de nossas raízes, cabe ao cirurgião-dentista identificar o que o paciente deseja e realizar o procedimento de Harmonização Orofacial de maneira ética e segura. De modo que preserve a originalidade do paciente e saiba reconhecer os limites do procedimento. 

A odontologia estética acontece além da boca, o profissional é responsável por devolver ou estimular a alegria e a satisfação do paciente consigo mesmo. É uma missão empática, ética e que a categoria é capacitada para lidar com essas situações. 

Afinal, os dentistas sempre lidaram com isso de forma responsável, ao trabalhar com clareamento dental, tratamentos ortodônticos, lentes de contato e tudo que promovesse uma harmonia facial.

Por isso, – ou melhor, além de tudo isso – a Odontologia Estética e a Harmonização Orofacial é uma área de direito dos dentistas, respaldada pelo CFO através de resoluções e da legislação que regula a Odontologia no Brasil, Lei 5.081/66.

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